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“Mas é porque lá em Cachoeira...”

  • Foto do escritor: Isabela Rodrigues dos Santos
    Isabela Rodrigues dos Santos
  • 8 de nov. de 2023
  • 3 min de leitura

Pedro Boaventura com certeza é o cachoeirense mais apaixonado por sua terra, e ele faz questão de dizer isso a todos.

Nada mais irônico do que alguém que ama uma terra em que nem nasceu. Temos pessoas que amam São Paulo, mas são do Nordeste. Pessoas que amam o Rio, mas são de Minas. E temos o Pedro. Pedro Boaventura nasceu na cidade de Cruzeiro, em 1999, mas é cachoeirense de corpo e alma. Apesar de morar hoje em Taubaté, cidade onde estuda, Pedro volta para sua terra sempre que tem uma oportunidade, pois sabe que Cachoeira Paulista é a cidade do seu coração. Cachoeira Paulista é um município localizado no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, bem perto de Guaratinguetá. A cidade faz divisa com Cruzeiro, lugar em que Pedro nasceu e estudou durante o ensino médio. “Eu só nasci em Cruzeiro, mas eu morei a vida inteira em Cachoeira. Quer ver? Duas vezes na minha vida eu morei em Lorena. Uma era criancinha e nem me lembro, e a outra foi quando meu pai e a minha mãe se separaram, mas sou de Cachoeira” diz Pedro, já demonstrando seu apreço por sua cidade.


Apesar de seu carinho por sua cidade dar a entender que Pedro é um homem calmo e tranquilo, a realidade é bem diferente. Desde criança deu trabalho para seus pais. “Eu sempre fui inteligente, um dos melhores alunos, mas ao mesmo tempo era preguiçoso e aprontava. Então era aquele aluno da média, mas da média mais para cima do que para baixo, entendeu? [sic] Para os outros, era um pouco atentado, fazia minhas artes lá. Tinha muito bilhete na minha agenda” conta Pedro, mostrando o trabalho que seus pais tiveram. Mas, se engana quem pensa que as coisas se tranquilizaram depois de crescido. Pedro já está na sua terceira faculdade. Deixou a engenharia para fazer administração, não gostou e mudou para jornalismo. Independente do “troca-troca” de curso, Pedro se encontrou na área de comunicação. “Minha expectativa é conseguir trabalhar na área que eu gosto, que é a esportiva, seja como repórter ou seja dentro do estúdio” comenta o estudante que ainda sonha alto “Meu maior sonho é ser correspondente de algum time, trabalhar na Europa, acho muito legal. E essa é a maior expectativa. Mas eu acho que pra isso tem que tá solteiro, né? [sic] Então, não penso em casar nem nada”.


Por mais que Pedro leve sua vida de forma divertida, nem tudo são flores. Em meados de 2018, seus pais se divorciaram. “Eu fiquei meio depressivo nessa época aí que meu pai e minha mãe estavam se separando. Então eu comecei a fazer terapia. Aí na terapia eu enxerguei que tinha muito problema de foco”, conta. Mas nada disso o deixou abalar ou a impediu de ir atrás de seu sonho: ser um jornalista de sucesso. Para isso, Pedro já deu alguns passos em direção a sua sonhada carreira. Ele já realizou dois estágios na área de jornalismo e, atualmente, está atuando com repórter na Rádio e TV Metropolitana, em Taubaté. Mas para conseguir ter um bom estágio, Pedro precisou estudar muito, e é aí que Cachoeira Paulista entra em cena novamente.


Durante todo os seus 4 semestres de estudo, a maioria das produções jornalísticas de Pedro foram sobre Cachoeira Paulista. O estudante também é um exímio contador de histórias da sua cidade, chegando a beirar os contos de pescador. Sempre conta para seus colegas e professores histórias sobre os pontos turísticos de sua cidade, suas histórias de infância e as personalidades que vieram de Cachoeira. Sua habilidade de comunicação é tão boa que ele quase te convence que personalidades como a cantora Rihanna e o jogador de futebol Neymar são seus conterrâneos. “Uma das minhas melhores habilidades é a comunicação. O que eu faço de melhor é conversar, fazer as pessoas rirem e eu sei que as minhas histórias sobre o fato de Cachoeira ser a melhor cidade do Brasil deixam as pessoas felizes” diz Pedro. De fato, para aqueles que convivem com ele não existem momentos que não sejam movidos a risada. Com o seu bordão característicos “mas é que lá em Cachoeira” e o seu sotaque do interior bem marcante, qualquer história sobre sua pacata cidade se torna diversão.


Pedro não esconde sua personalidade de ninguém. Nem mesmo os professores escapam de seus contos. “Não me esqueço da vez em que um professor pediu uma apresentação sobre qualquer tema, só pra gente treinar a dicção e clareza, e eu montei uma apresentação inteira sobre Cachoeira. Tô nem aí do com quem eu tô falando [sic], o que me importa é mostrar como a minha cidade é a melhor do mundo” conta Pedro. Por sua personalidade memorável, o estudante sempre cai na graça de seus professores, colegas e qualquer pessoa que puxa conversa com ele. Suas vivências em Taubaté são ótimas, mas lá em Cachoeira... são ainda melhores.

 
 
 

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