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Universitários visitaram Reserva Extrativista Rio Preto Jacundá e trechos de Rio Ji-Paraná, onde destacaram importância da sustentabilidade

  • Foto do escritor: Isabela Rodrigues dos Santos
    Isabela Rodrigues dos Santos
  • 2 de ago. de 2024
  • 2 min de leitura

Rondonistas realizam oficinas para moradores em áreas da selva amazônica, no município de Machadinho d´Oeste



Além das ações voltadas para o desenvolvimento histórico, turístico e cultural de Machadinho d´Oeste, onde estão sediados os rondonistas da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e da Universidade de Taubaté (UNITAU), também foram desenvolvidas no município atividades enfocando temas como sustentabilidade, empreendedorismo, comunicação, saúde, direitos humanos, educação e tecnologia.


Em dois importantes deslocamentos, os universitários de ambos os conjuntos tiveram a oportunidade de entrar em áreas da selva amazônica, como a Reserva Extrativista (RESEX) Rio Preto Jacundá, e o Rio Ji-Paraná, conhecido pela população local como Rio Machado, onde percorreram 64 quilômetros. Estiveram acompanhados de representantes do Exército Brasileiro, do Ministério da Defesa, do governo estadual de Rondônia e da Prefeitura de Machadinho D'Oeste, tendo a oportunidade de observar uma área de mais de 2.600 hectares que, segundo informações de José Pinheiro, assistente administrativo da Associação de Moradores da reserva extrativista, de 2012 a 2018, foi desmatada ilegalmente para pastagem, tendo sido reintegrada por ação do Ministério Público. 


Para o adjunto da coordenação da Operação Sentinelas Avançadas II, Capitão Barbosa, a visita teve grande valia para os acadêmicos por tirá-los da realidade em que estão acostumados. “É um habitat totalmente diferente, eles saem de uma área urbana e vão para uma área de selva, em que eles podem transmitir seus conhecimentos acadêmicos para uma sociedade isolada”, ressaltou o Capitão.


Além da relevância acadêmica, a operação também focou o desenvolvimento de melhorias para as regiões que os rondonistas tiveram a oportunidade de conhecer. “Essa visita traz visibilidade para nossa reserva e para todas as reservas do Brasil sobre a possibilidade de os povos tradicionais viverem em harmonia com a natureza e estarem tirando seu sustento de forma harmônica”, disse Laís Voitena, gestora ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Machadinho D'Oeste. “Nós estamos demonstrando que tem como a população viver com qualidade de vida dentro da floresta, com sua própria atividade econômica, mesmo em uma região afastada dos grandes centros”, reiterou Marco Antônio Lagos, secretário do Desenvolvimento Ambiental do Estado de Rondônia.


Para a Coordenadora do Conjunto B da operação em Machadinho D'Oeste, professora Aline Liz, o dia foi voltado para a construção de pontes. "Essa é uma oportunidade única que levou três meses para ser preparada, com o objetivo de integrar os órgãos de governo, a população da RESEX Jacundá e o Projeto Rondon, para que o fruto que foi plantado possa ser semeado". Para a Coordenadora do Conjunto A, professora Mara Rubia, estar na reserva possibilitou a oportunidade de colocar em prática os conteúdos apresentados em sala de aula. "É muito diferente ter a teoria sobre o assunto e ter a possibilidade de colocar em prática", acrescentou.


Para acessar a matéria no site de origem, clique aqui.

 
 
 

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